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BUENOS AIRES | PARTE I | TRAVESSIA DA FRONTEIRA + 18 HORAS DE ÔNIBUS

Foz do Iguaçu é a porta de entrada. Ou de saída, no meu caso. Ir a Buenos Aires de ônibus foi a opção-coragem para abrir 2017.

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Ponte Internacional Presidente Tancredo Neves – a ligação entre Brasil e Argentina, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu.

Foz é extremamente turística, embora os principais pontos turísticos fiquem distantes do centro. Como moro perto (a 160 km), optei em ir de carro até a fronteira e entrar em Puerto Iguazu de táxi.

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A corrida de táxi custou 60 reais do Shopping Palladium até a rodoviária de Puerto Iguazu.

 

Por dois motivos: primeiro, caso embarcasse em Foz teria que esperar todos os passageiros registrarem a entrada no país vizinho; segundo, os táxis têm fila separada dos carros de passeio na hora de passar pela aduana, o que agiliza o processo.
Dica: não deixe para entrar na Argentina em cima da hora. Faça um lanchinho (aproveitei e comi um sanduíche no Shopping Catuaí Palladium, que fica no caminho) e calcule, pelo menos, uma hora de antecedência.

Na hora de entregar o documento (RG ou passaporte – brasileiros têm livre circulação sem passaporte), avise que vai para Buenos Aires. Com isso, você receberá a autorização para permanecer por até 90 dias, um visto de turista. Não há custo no processo. É simples e rápido.

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Caso você não tenha passaporte, carregue esse visto na bolsa. Caso solicitarem, você precisa ter em mãos.

 

Escolhi a empresa Crucero Del Norte. Comprei as passagens pela internet (o valor de ida foi 1.730 pesos e a volta, 1.990. O equivalente a 328 reais o leito comum e 378 reais o leito cama – cama suite, como eles chamam aqui). Na hora da compra, fique atento. Você tem 20 minutos para finalizar o processo, caso contrário, a página é atualizada e você tem que começar tudo de novo. Aí, as poltronas que você havia escolhido ficam bloqueadas por 12 minutos. Errei umas 3 vezes. Tenha em mãos os documentos e número do cartão de credito para agilizar a compra e evitar a “sofrência” de pensar que alguém reservou seu lugar.

A rodoviária de Puerto Iguazu é bem simples – e quente. (Pelo menos, em fevereiro).

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Esteja preparado para enfrentar uma sensação de sauna enquanto espera seu ônibus. Como cheguei meia hora antes do embarque, foi suportável. Mais que isso, seria cansativo. Você precisa retirar suas passagens no guichê da empresa. São dois: um na frente no terminal e outro dentro. Apresentei o comprovante que recebi por e-mail e retirei a passagem sem problemas. O atendente avisou que se ficássemos mais de 90 dias, iriam nos expulsar. Engraçadinho. Rs

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Guarde a passagem com carinho. Na volta, perdi a minha e tive que esperar todas as pessoas do ônibus retirarem a bagagem para retirar a minha. E, por sorte, tinha uma tag (de beijo vermelho, gigante!) que identificava a mala.

Quando o ônibus chegou, uma agradável surpresa.

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Uma rodo-moça (?! como se chama a aeromoça do ônibus?!) nos recepciona com balinhas.

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Quem vai para o Terminal Retiro, guarda as mala do lado oposto ao embarque. Os motoristas, simpáticos, foram bem eficientes.
Optei pela parte de baixo pelo movimento. Acho que chacoalha menos. (Ou não?). Mais um ponto positivo: são apenas seis poltronas na disposição 2-1.

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Com um espelho que amplia o ambiente, inclinação de cadeira de vó, teto com luzes azuis, televisão e água. Ah, tem um conector de USB e rádio. Leve seu fone de ouvido. Não precisa de almofada de pescoço ou manta. A empresa disponibiliza um kit com travesseiro e cobertor.

As luzes azuis dão sensação de conforto e aconchego.
As luzes azuis dão sensação de conforto e aconchego.

Primeira parada: Ruanda. A comissária ofereceu whisky. Descobri que vinho é só na janta.

Pequena pausa para verificação de bagagem de mão. O policial perguntou se tínhamos compras, eu disse que não, ele logo se retirou.

Pausa para pedágio. Mais uma vistoria de bagagem.

Na TV, programação interna ininterrupta. Depois de um filme espanhol, quiz e Tomorrowland, da Disney.

A janta foi servida. Entrada ( salada, pão, torta salgada e palitinhos) + espaguete com molho branco queijo e presunto, gelatina. Para beber, vinho branco ou tinto, refrigerante, água ou whisky.

Quarta parada: Puerto Rico.

Avó e neto. “Tchau papi, tchau mami”, e a despedida fofa pela janela do ônibus.

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“Gracias, señora”. O garoto dá sinais de muita conversa.

Quinta parada: Jardim cidade. Golosinas é guloseimas? A placa do restaurante fechado me fez crer que sim.

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Essa foi minha última lembrança da noite. Dormi feito criança. Acordei às sete. O nascer do sol foi sutil, como mãe que acorda o filho com vontade de deixá-lo dormir mais.

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Me espreguicei, fui ao banheiro (que estava com a saída de água da pia sem funcionar) e dei mais uma cochiladinha.
Às 9 horas o café da manhã foi servido. Café, chá ou mate cozido são as opções de bebida. Para comer, bolachinhas doces e salgadas, madalena e uma geleia de pêssego. Básico, mas eficiente para quebrar o jejum.

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A paisagem parece a mesma durante a maior parte do tempo. Um “gramado” extenso, algumas árvores e céu. Acrescente alguns bois de vez em quando. É isso! Nada de grandes variações.

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9h15 voltou a programação da televisão! ❤️ Filme!! 😃 … mas o dvd travou 🤔

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Ficamos sem TV. Dormi mais! A viagem passou muito rápido. A duas horas de Buenos Aires, paramos em um dos (oito) postos de fiscalização que Alejandro (o motorista) havia nos falado. Pediram para conferir passagens e documentos. Nas outras vezes, viram apenas a mochila ou nem pediram para verificar nada.
Pegamos um trecho curto de congestionamento. Algo em torno de dez minutos, numa parte que parece industrial. Já seria BA?!
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A previsão é chegar 12h45. Será que chegaremos? 🤔 Acompanhe no próximo parágrafo! Rs

As avenidas largas e os outdoors enormes anunciam a chegada. Mais congestionamento. O “chico” do banco da frente não perde um detalhe: “Abuela, mira la bandera, que grande!”.
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Chegamos! 20 minutos antes que o previsto! Opaaaaaa!!! Não é não! Fiquem atentos! Quase desembarquei no terminal errado. (A vontade de chegar é grande). A primeira parada não é no Terminal Retiro. Não desçam sem conferir.

Estava longe ainda. Às 13h23 o ônibus deu entrada no Terminal Retiro.

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Classifico a experiência como super recomendada. Uma viagem tranquila, confortável e, relativamente, rápida. Escolham o horário do fim do dia para que possam dormir à noite e se divirtam!

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Dica extra: posição para dormir confortavelmente no ônibus! De lado, com os joelhos e lombar “travados” no banco. Embora a estrada não tenha curvas (significativas) que façam com que a gente acorde, é um bom método para a perna não escorregar. Funcionou para mim! Dormi a noite inteira.

No próximo post, você acompanha a chegada – real – à rodoviária e a dica sobre como ir até o centro de ônibus (e metrô).

E você?! Já fez uma viagem longa assim de ônibus?! Como foi a experiência?! Compartilhe nos comentários!

 

Autor(a) do post
Amabyle Sandri

Comentários

2 Comentários
  1. postado por
    Luis Felipe
    mar 16, 2017 Reply

    Ótima reportagem, esclareceu pontos importantes sobre a viagem!!!!!

    Obrigado

    • postado por
      Amabyle Sandri
      mar 16, 2017 Reply

      Obrigada, Luis!!! Espero que a sua próxima viagem seja pra lá!! Em breve, mais dicas por aqui!!

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