Viaje comigo!

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SE PERMITA: VIAJE SOZINHA!

Sabe aquela promoção de passagens i-m-p-e-r-d-í-v-e-l – que você perdeu por não ter companhia?! Lembra daquele lugar que você queria ter visitado durante a última viagem, mas voltou para casa (frustrada) sem conhecer porque seus amigos não estavam na vibe? E aquele destino que é o seu SONHO, só que soa descolado-ou-careta-demais para o seu namorado?! Então… meu conselho para driblar todos esses desconforto é: viajar sozinha!

Sim! Escolher um destino, comprar as passagens, reservar a hospedagem, pesquisar pontos turísticos, listar restaurantes, se permitir ir além e seguir o seu próprio roteiro, sem intervenções, são apenas algumas das vantagens! A sensação de liberdade toma conta da gente só de pensar na possibilidade. O medo fica inibido pelo entusiasmo, os receios são abafados pela alegria do planejamento e cada detalhe ganha ares de independência e empoderamento. Viajar sozinha é libertador!

Mulheres que viajam sozinhas descobrem que as frases que ouvem antes de embarcar – e, por vezes, nos destinos, também – são apenas convenções. Mulheres podem, sim, e devem viajar sozinhas. Porque é fácil, porque é seguro, porque transforma o modo de enxergar o mundo. Não somos dependentes de companhia, embora cresçamos e sejamos criadas para crer nisso. Viajar sozinha é aquela experiência que toda mulher precisa ter. Quer algumas dicas para embarcar nessa jornada de autoconhecimento?! Vamos lá!

Olhe para dentro!

Como anda seu inglês? Você já viajou para o exterior alguma vez? Como classificou a experiência? Viajei algumas vezes sozinha até hoje.

Comecei por Curitiba. (Lembrei agora que minha primeira viagem de avião foi sozinha!). Fui para um curso, fiquei na casa de amigos da família e fiz tudo sozinha. Me senti segura. Emendei algumas viagens nacionais. Aumentei o número de dias fora. Descobri que “ok, consigo fazer isso”. Meu maior medo era a “solidão”. Besteira! É a nossa capacidade – e vontade – de interação que determina quão sós estaremos. Estive sozinha apenas nos momentos em que optei por não conversar com os outros. É aí que entra a sua avaliação quanto ao domínio de outra língua.

No ano passado, eu viajei sozinha para os Estados Unidos. Um ano antes, havia ido com uma amiga. Conheci a cidade, descobri que iria, inevitavelmente, me perder no metrô, já havia notado que Nova Iorque é linda mas não-tão-segura-assim… fiz uma análise do destino. Quando fui convidada para um casamento na Filadélfia, sabia que precisaria me virar sozinha na maior parte do percurso. E sabia que, com o nível de inglês que tenho, ficaria tudo bem. Embarquei (quase) sem medos! (Ansiedade é mais que natural! Não se julgue por ficar ansiosa. Só controle o sentimento e transforme em energia para desbravar o destino!). 

As fotos ficam por conta da sorte! Aborde um desconhecido, faça figas para que ele tenha alguma noção de fotografia e... caso ele não tenha, peça para outra pessoa!!! rs
As fotos ficam por conta da sorte! Aborde um desconhecido, faça figas para que ele tenha alguma noção de fotografia e… caso ele não tenha, peça para outra pessoa!!! rs

Escolha do destino 

“Ok, Amábyle, meu inglês é excelente e não tenho problemas de comunicação”. Perfeito! Você já começa na vantagem. Aí, é só uma questão de avaliar bem o destino e garantir que tudo dará certo. Eu escolhi os Estados Unidos por achar que, com base na experiência vivida, não teria nenhum choque de cultura. A sinalização das ruas, aeroportos e pontos turísticos é excelente, as cidades para onde eu iria eram turísticas, o transporte coletivo é eficiente, todo mundo me entendeu, os moradores são dispostos a ajudar, enfim, o conjunto de benefícios era o que eu precisava para me sentir segura.

Não sei se encararia com a mesma naturalidade uma viagem para a Índia, por exemplo. Aliás, pela diferença cultural e pela forma como eles veem – e tratam – as mulheres, não iria sozinha para lá. O mesmo ocorreria se eu encontrasse uma super promoção para a China. Sozinha, eu não iria. A menos que tivesse amigos que moram no destino e que pudessem me acompanhar ou passar as coordenadas.

Existe algo muito-muito importante sobre viajar sozinha. Precisamos seguir o nosso instinto e respeitar nossas limitações. Pode ser que a amiga da minha amiga tenha ido para a Índia e nada tenha acontecido com ela. Isso não quer dizer que eu precise forçar uma escolha. Respeitar a nossa própria opinião (por mais que, a princípio, ela possa estar equivocada!) é uma forma de nos sentirmos seguras.

Fiquei hospedada no Brooklyn, numa área residencial super tranquila, mais ao sul do bairro. A viagem de metrô levava uma hora de Midtown até lá. Mesmo sabendo que há um policial por esquina (metaforicamente falando) pelas ruas da cidade, eu não voltei tarde para casa nenhum dia. Poderia, mas não queria estar sozinha perambulando de madrugada pelo metrô ou pelo bairro. Essa é uma medida de segurança que eu considero válida para qualquer destino. Não é medo, é precaução.

Hotel ou Hostel

Particularmente, eu gosto muito do clima de hostel. A galera viaja com a mente aberta, geralmente, já vai com a ideia de conhecer pessoas, tem um estilo de viagem econômica (o que propicia dividir o táxi ou o passeio), a convivência é fácil e fazer amigos ocorre com muito mais naturalidade do que em um hotel. Se você não curte a ideia de dividir quarto com homens, opte pelos quartos coletivos femininos. Caso o seu orçamento permita, alugue um quarto privativo no próprio hostel. Você mantém sua privacidade e ganha com a possibilidade de interação.

Roteiro

Depois de definir o destino e a hospedagem, faça um roteiro com os pontos turísticos que pretende conhecer. Pesquise dias e horários de funcionamento, preços, distância do metrô mais próximo e considere variáveis. Para roteiros noturnos, dê prioridade para locais mais seguros. E, SEMPRE, converse com os moradores da cidade ou com funcionários do hostel sobre a segurança.

Em Buenos Aires, visitei o Palácio Barolo à noite. O tour terminou perto das 23h. O Palácio ficava a cinco quadras do meu hotel. Pertíssimo! Só precisaria atravessar a avenida 9 de Julio. Mas, precavida que sou, perguntei se o porteiro do ponto turístico recomendaria ir à pé. Ele disse que não. Atravessei a rua e perguntei ao dono de um quiosque, ele disse que não. Parei uma moradora e repeti a pergunta. Ela pediu para que eu fosse de táxi. “Ao chegar na avenida, você será assaltada”, eles disseram. Pode ser que não acontecesse nada. MAS, quando os moradores falam, siga as dicas! Peguei um táxi (oficial!) e cheguei segura ao hotel. Pronto! Sem medos, sem estresse. (Leia mais sobre segurança em Buenos Aires no post abaixo!).

RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA PARA BUENOS AIRES

Passeios 

Se você não curte bater perna sozinha, tudo bem. Existem várias agências que oferecem tours em grupos e os próprios hostels têm programação para quem quer desbravar a cidade com um guia. Depois de um dia no hostel, você provavelmente já terá feito amizades e não precisará contratar agência. rs

Bagagem 

Viaje leve! (Essa é uma dica para a vida! Aliás, dê uma olhada nesse post para aprender a fazer uma mala P para 15 dias). Você será responsável por carregar, guardar e cuidar da sua mala. Isso inclui colocar ela nos lockers do hostel – que, geralmente, é pequeno. Então, quanto menos bagagem, melhor!

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Esteja conectada!

A tecnologia está aí para nos ajudar. Sabe aquele recurso detestável do WhatsApp de deixar a localização ativa por até uma hora? Pode ser essencial para momentos em que você está ressabiada. Entrou num táxi/uber e ficou meio assim? Já converse com algum amigo ou alguém da família e deixe o localizador ligado. Dessa forma, eles conseguirão acompanhar seu percurso – o que já dá aquela sensação de segurança.

Mantenha amigos e familiares informados sobre o seu roteiro. Eu sempre deixo o pré-roteiro impresso (inclusive) em casa com os meus pais. Também deixo eles com a versão que pode ser editada no Google Drive. Quando altero o roteiro, faço isso na versão online, para que eles fiquem atualizados.

Em Santiago, no Chile, passei por um terremoto de 8.3 graus na escala Richter no momento em que deveria estar atravessando a Cordilheira dos Andes – no roteiro original. A estrada fechou por causa da neve, foi um caos. No entanto, nesse momento, eu estava no metrô, voltando do Cerro San Cristóbal. Como havia atualizado a programação, meus pais sabiam que eu não estava no ônibus – o que diminuiu o pânico, já que a notícia do terremoto saiu no Jornal Nacional antes que eu conseguisse falar com eles.

Offline

Estar conectado é essencial, mas ter informações no mundo offline é mais que uma jogada retrô. Leve sempre consigo os números que podem ser importantes: embaixada, seguradora, família. Leve também um cartão com o endereço e telefone do hotel. E deixe cópias autenticadas dos seus documentos em casa e na mala. (Eu gosto de andar com os documentos originais. Tem viajantes que andam com a cópia e deixam o original na mala, vai de cada um!).

Não ande com todo o seu dinheiro em um só lugar. Distribua na bolsa, carteira, bolsos, tênis e onde você achar interessante. Divida o valor da viagem entre cédulas e travel money. Leve o cartão de crédito internacional por segurança – mas evite usar. O IOF vai te render mais tristezas que a alegria da compra.

Seguro Viagem 

Quando comecei a viajar, nunca havia pensado sobre a importância de um seguro viagem. Fiz, pela primeira vez, para entrar na Europa, porque era obrigatório. Mas, desde então, contrato o seguro para todas as viagens internacionais. (Caso você não tenha plano de saúde, é legal fazer para as viagens nacionais também!).

O seguro é super bacana para dar aquela tranquilidade extra. Muita gente viaja com o próprio seguro do cartão de crédito. (Consulte o seu banco!).  O Amabilices comercializa um seguro que você paga antes de ir e não precisa gastar com nada no destino – exceto medicamentos, que são reembolsados. Vantagens: a cobertura inclui desde o atendimento médico e odontológico até orientações em caso de perda de documentos, assistência jurídica, reembolso de gastos derivados por atraso na bagagem e até um valor para regresso antecipado. É super completinho e – caso você precise – o médico vai até o seu hostelAquele conforto, já que a gente não tem, necessariamente, alguém para dar aquele suporte como quando está acompanhada.  

Essas são as minhas dicas principais para as mulheres que viajam sozinhas. Não é preciso ter medo! Citei exemplos ao longo do texto de situações reais pelas quais passei e que foram totalmente contornadas com medidas super simples – seja pela precaução, seja pela comunicação com quem ficou em casa.

Se você ainda está na dúvida, eu garanto: nada melhor do que poder passar uma hora numa loja de artigos de cozinha, só olhando aquela parafernália toda de coisas que nunca irei precisar, e sair da loja sem comprar nada e sem ter alguém me apressando ou querendo fazer outra coisa!

O argumento não foi bom o suficiente?! Então dá uma olhada na foto abaixo!! Eu fui nessa viagem conhecendo apenas a noiva (Kris) e a Joice (que me acolheu em NY! Gratidão eterna, guria!). Na volta, trouxe na bagagem histórias e todas essas pessoas aí!! (Mais as que não estavam nesse dia. Acredita que rolou até piquenique de despedida pra mim?!!!!).

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Se permita!!! Se joga!!! E depois me conta como foi essa experiência!!! Na dúvida, apenas vá!!!

Autor(a) do post
Amabyle Sandri

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