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De Assunção a Uyuni: um mochilão pela América do Sul | Parte I | Por Luciano Silveira

Você já se perguntou: qual destino exótico, com aventuras, natureza exuberante e nova cultura poderia conhecer? Em que lugar deste planeta, seus olhos poderiam se encher de emoção e vislumbrar cenários nunca vistos antes?

Digo a vocês que esse lugar está no quintal da nossa casa e o seu nome é América do Sul! Na nossa conversa, iremos trocar uma ideia sobre dois países com uma cultura rica em mitologia e paisagens de tirar o fôlego: Bolívia e Peru.

No entanto, para conhecer esses lados do nosso imenso continente, precisamos de preparação e bastante planejamento. Toda viagem deve começar por um roteiro. A minha não foi diferente! Na hora do planejamento, levei em consideração qual seria a rota mais prática para cruzar a Bolívia inteira e acabar a viagem em Lima no Peru. Para isso, pesquisamos um voo que saia de Assunção, no Paraguai, com destino a Santa Cruz de La Sierra, na Bolivia – considerada uma das cidades mais importantes economicamente falando.

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Ao adentrar em solo boliviano já percebe-se a diferença do biotipo dos nossos amigos bolivianos. De pele mais escura e com fortes traços indígenas, o povo boliviano se mostrou muito receptivo quando nos deixou pegar um taxi em 6 pessoas rumo ao centro da cidade.

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Nosso plano: não se hospedar em Santa Cruz de la Sierra, pois além de ser uma cidade cara, não possuía muitos atrativos turísticos. Tendo isso em vista, entramos em nossa primeira aventura rumo a cidade de Sucre. Durante a viagem, encaramos estradas extremamente estreitas e cheias de buracos, além de não serem asfaltadas. Paramos no meio da noite no alto de um dos morros que compõe a estrada, sem saber muito o que estava por vir… Desci do ônibus para tomar um ar e, quando me dei conta, percebi que – na realidade – estávamos em um banheiro público a céu aberto, onde as únicas divisórias entre homens e mulheres eram moitas secas e algumas pedras, além, é claro, de mães segurando crianças no ar para que elas não se sujassem enquanto faziam suas necessidades. Esse é o tipo de viagem que não recomendo para NINGUÉM. NUNCA viaje de ônibus entre Santa Cruz de la Sierra e Sucre!!!

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Conhecida como “A cidade branca”, Sucre possui uma arquitetura bem colonial. Embora muitos pensem que La Paz seja a capital da Bolívia, na realidade, a capital legislativa do país se encontra em Sucre, o que faz a cidade ter vários protestos com confrontos (inclusive um deles estava na eminência de acontecer enquanto passeávamos pela cidade). O ponto alto da cidade é um mirante, de onde se consegue ter uma vista completa do entorno.

 

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Saindo de Sucre é possível pegar um táxi direto para a cidade mais próxima, Potosi. Viajando pelo táxi, o expresso Rapidito, com apenas um farol e muito boa vontade do motorista, fizemos esta viagem em duas horas. Chegando em Potosi, senti os primeiros efeitos da altitude. Vertigem e falta de ar foram, lentamente, tomando conta do meu organismo. Na manhã seguinte tomamos quase uma garrafa térmica inteira de chá de coca para amenizar os efeitos da altitude. (Posso afirmar que ele funciona muito bem!)

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Com o organismo mais preparado para encarar a altitude, fomos para o passeio dentro da montanha que está sendo explorada há mais de 200 anos. Lá tivemos a oportunidade de conhecer trabalhadores que se dedicam à mineração há muitos e muitos anos. Conhecemos também o deus que é venerado dentro das minas, mas não fez muito meu tipo. haha.

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Após um dia de visitas pelas minas, na cidade pegamos um ônibus para Uyuni, cidade que fica na entrada do Salar, um deserto de sal na fronteira entre a Bolívia e o Chile. Em Uyuni chegamos super tarde e pegamos um hotel no centro da cidade, pois as camionetes 4×4 saiam cedo no dia seguinte para as excursões.
Existem duas opções de passeio: de 1 dia e a de 3 dias. Nesse de 3 dias você dorme no hotel de sal e em um alojamento que fica a 4.000 metros da altura do mar. Como eu e meu irmão gostamos muito de negociar, conseguimos encontrar uma empresa que fez um preço razoável no carro, porém quase ficamos sem vaga, pois enquanto negociávamos os outros foram contratando os serviços e acabando com todos as opções disponíveis!

Então, uma dica preciosa: negocie o que puder, mas seja rápido na decisão. Além disso se prepare para dividir seu carro com 6 pessoas. Caso você não esteja viajando em grupo, a própria companhia se encarrega de encontrar mais pessoas ou te encaixar em um carro que esteja mais cheio.

Durante a viagem você conhece um cemitério de trem onde foram deixados os trens mais antigos após a renovação da frota no começo do século 20. Nada de extraordinário, mas nos rendeu boas fotos. Logo à frente, o passeio nos leva para o meio do deserto, onde em épocas chuvosas é possível observar um espelho d’agua que reflete o céu de maneira magnífica. É importante levar protetor solar e labial para esta viagem, pois o vento que tem no deserto – além de ser muito seco – transporta sal, o que resseca a pele e também os lábios, causando feridas rapidamente.

No primeiro dia, dormimos no hotel de sal, onde a luz funcionava apenas até as 20h. Sorte a nossa, pois pudemos sair do hotel e observar o fantástico céu que tinha no salar. Confesso que nunca mais encontrei um céu tão estrelado e tão brilhoso em toda minha vida! Certamente um prato cheio para os amantes de astronomia ou para casais apaixonados.

No segundo dia, conhecemos as lagoas Colorada que são habitadas por flamingos. Essas lagoas ficam próximas da Cordilheira dos Andes, onde conseguimos observar a fronteira entre Bolívia e Chile – e, também onde os viajantes que pretendem seguir viagem para o Deserto do Atacama vão adiante.

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Ao final desse dia, pousamos em um dormitório a quase 3 mil metros de altura. Embora simples, as acomodações supriam bem as necessidades de quem estava hospedado a uma distância tão grande da civilização. No terceiro dia, gastamos praticamente o dia inteiro voltando, fizemos algumas paradas nos Geiser (águas termais que saem do chão). Lá, a altura chega a 4 mil metros do nível do mar e o frio é bem intenso. A região é composta também por várias piscinas térmicas onde, apesar da temperatura estar girando em torno de 2 a 3 graus, os turistas nadam e mergulham como se estivessem no sol do Caribe.

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A expedição pelo deserto de sal se encerrou com vistas maravilhosas para a Cordilheira dos Andes e a infinidade do deserto de sal.

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Chegando em Uyuni estava muito cansado e meu ônibus para La Paz seria dali três horas. Pensando nisso, fui ao hotel que havia me hospedado na noite anterior à viagem ao salar. Chegando lá, fui tomar banho e aproveitar o momento para lavar uma camiseta minha que eu tinha derrubado vinho na noite anterior (sim, vende-se vinho até no deserto!), acontece que não me atentei para o tempo que fiquei no banheiro e, infelizmente, acabei com a água quente do chuveiro. Aliás, logo que sai do banho descobri que não havia apenas acabado com a água quente do nosso banheiro, mas de todo o hotel!! Tive que lidar com toda a fúria boliviana da proprietária do hotel que me mostrava uma fila de pessoas de toalha e ensaboadas na sua recepção. No fim das contas, acabei pagando um pouco a mais do que meia diária (que convertido ficou R$ 30,00) e pude pegar meu ônibus rumo La Paz.

A continuação dessa aventura você acompanha no próximo post! Alguém aí já fez esse mesmo roteiro?! Teve algum imprevisto?! Caso sim, compartilhe as experiências nos comentários.

 

 

Autor(a) do post
Amabyle Sandri

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