A edição de 2025 da WTM London 2025, realizada no ExCeL London, reuniu milhares de profissionais e expositores do setor de turismo para mapear a próxima fase do setor. Conforme o relatório oficial divulgado, a indústria global de viagens está em crescimento acelerado – e o foco mudou para viagens mais lentas e imersivas, sustentabilidade concreta e uso prático de tecnologia (especialmente IA e dados). Com mais de 5.000 expositores e um crescimento na área do evento de cerca de 25 %, a WTM 2025 sinalizou confiança no setor para 2026.
Slow & experiential travel: do escapismo à imersão
Uma das grandes mensagens da WTM 2025 foi a migração de modelos de viagem centrados em “ver e fazer rápido” para experiências mais profundas, culturais e autênticas.
O relatório oficial da WTM aponta que destinos como Grécia e Japão destacaram-se ao promoverem “slow living” e experiências prolongadas, enquanto operadoras registraram aumento de busca por pacotes com estadias maiores ou imersão cultural.
Por que importa para 2026?
- Operadores devem revistar seus produtos: menos “roteiro express” e mais “vivência local”.
- Destinos emergentes podem ganhar vantagem ao explorar autenticidade ao invés de massificação.
- Marketing precisa comunicar valor, não apenas preço — enfatizando experiências significativas.
Sustentabilidade virou competência e não diferencial
Outro pilar forte da WTM 2025 foi o turismo sustentável. De acordo com o relatório da indústria, mais de 80 % dos viajantes consideram práticas sustentáveis ao escolher destino ou serviço. A mudança no discurso se transformou em métricas e exigências: painéis do evento debateram infraestrutura, impacto local, certificação verde e colaboração público-privada.
O que destinos e empresas precisam fazer
- Incorporar métricas de impacto e comunicação transparente.
- Diversificar temporada para reduzir pico/pressão de visitantes.
- Incluir em produtos condicionantes de sustentabilidade — isso passa a ser expectativa, não apenas “bom ter”.
Takeaways para destinos e operadores brasileiros
- Revisite seus pacotes com foco em slow travel: estadia mais longa, imersão, experiência local.
- Estratégia de sustentabilidade deve estar visível e integrada — não apenas “compliance”, mas valor de marca.
- Tecnologia não é luxo: é ferramenta de sobrevivência e vantagem competitiva.
- Dados do evento mostram que os mercados continuam confiantes — hora de agir, não de esperar.
- Para o Brasil: a participação em feiras como a WTM é ainda mais relevante — e os estrangeiros estão voltando com mais afinco, levando o país a bater recordes de visitação.




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