O dourado dos portões ornamentados denuncia: por ali viveram figuras importantíssimas da história da França. A coroa no topo do ferro reluzente, a recepcionar os visitantes, é uma prévia do luxo que o Palácio de Versalhes reserva. Um passeio histórico-contemplativo por um dos Patrimônios da Humanidade da Unesco – o maior e mais célebre palácio da França.

Tão grande quanto a lista de fatos históricos ocorridos aqui, pode ser a fila de entrada. Por isso, compre os ingressos com antecedência. No site oficial você encontra todas as opções de ingressos – do mais simples ao passaporte de dois dias. Aviso: reserve um dia inteiro, no mínimo, para o passeio. São mais ou menos 35 minutos para ir de Paris a Versalhes e cada segundo no interior do Palácio ou nos jardins vale a pena.

Falando de história (e alguns detalhes são fundamentais para entender a grandiosidade de tudo que envolve Versalhes), o rei Luís XIV, conhecido com O Grande, era um baixinho – ó o bullying aí, minha gente-, ostentador, metido a ousadias – no governo e na arquitetura. Teve o reinado mais longo da história europeia e o maior palácio do país.


Super dica: peguem o áudio-guia. Com ele é possível saber mais sobre vários cantos do palácio – e você tem a independência de seguir o ritmo que considerar adequado ao seu roteiro.







Além do Palácio principal existem também o Grand Trianon e o Petit Trianon. Só consegui ir ao primeiro! O transporte entre os prédios pode ser feito a pé (não recomendo), de “trenzinho” ou com uns carrinhos – como os de golfe – que podem ser alugados por incontáveis euros. Eu fui de “trenzinho” e voltei até uma parte dos jardins. Lá fiquei com os cisnes até perder o transfer e ter que caminhar mais de meia hora até a saída do Palácio. Vantagem?! Vi o Palácio com as luzes acesas e um pôr do sol mais lindo da vida!
Grand Trianon
Era o local para onde a família real ia no verão ou quando queriam se afastar da corte. O prédio é lindíssimo. Revestido de mármore rosa (por isso era conhecido como Trianon de Mármore), tem uma decoração bem peculiar e jardins encantadoramente delicados. Coisa de Luís XIV.









Petit Trianon
Aqui era o recanto da putaria do Rei Luís XV. Mentira. Má-o-meno. Ele mandou construir o Trianon para a amante, Madame de Pompadour. Mas ela morreu antes da conclusão da obra. Então, ele abrigou ali outra rapariga, a Mademe du Barry.
Notem a evolução dos Luíses aí. É só com Luís XVI, o marido da Maria Antonieta, que o Palácio vai da glória à decadência – quando o casal precisa fugir, antes de ir para a guilhotina.




2 Comentários
Johnnie Lustoza
Postado em 15:27h, 03 julhoInfelizmente eu não consegui visitar esse palácio quando estive em Versalhes. A viagem pra lá foi decida de última hora e quando cheguei lá a fila estava enorme, tanto pra comprar o bilhete de entrada, quanto para entrar. Acabei parando em um café bem escondido e fiquei bebendo a tarde toda com uns velhinhos moradores locais. No fim das contas a experiência foi excelente, mesmo tendo fugido do propósito original do passeio. Lendo seu post me senti na obrigação de voltar e, dessa vez, visitar o palácio. Um abraço e obrigado pelo relato.
Amabyle Sandri
Postado em 13:04h, 07 julhoJura?! Fiquei feliz em ver sua habilidade de fazer o melhor com o imprevisto! Mas, de fato, o Palácio merece ser visitado – e com tempo! Quero voltar pra chegar beeeem cedinho pra curtir os palácios de verão!