Curso natural da água. Para o dicionário, é a isso que se limita um rio. Para mim, até então, era paisagem para apreciar, lugar para pescar, sem muita interação. Dos cardumes, carregava embaçadas lembranças dos peixes que eram dispersados pelo motor do barco.
– Fica quietinha, senão os peixes fogem.
A frase ecoava pela mata ciliar ao tentar calar meu ímpeto de fazer amizade com os peixes. Coisas de quem tem o “instinto Felícia” (aquela personagem do desenho animado, que dizia a célebre frase “vou te amar, te beijar e te abraçar até… insira aqui uma frase trágica! Rs).
Com base nessa confissão, já sabia que a experiência no Balneário Municipal de Bonito seria, no mínimo, inesquecível. A começar pela atmosfera surreal do lugar. Para ilustrar, vou usar uma imagem aérea.

Quando cheguei ao Balneário, fui direto para o Rio Formoso. Já havia visto as fotos e estava, realmente, ansiosa. E, de fato, os peixes estavam ali: alinhadinhos, comportados e presentes. Sem medo dos humanos!

Difícil definir a sensação de entrar na água e ser rodeada por eles. Como se fossem domesticadas, as piraputangas agem com a maior “naturalidade” e tornam o banho ainda mais divertido.


O Balneário Municipal de Bonito é um lugar para passar a tarde ou o dia inteiro. Tem infraestrutura completa. Além das piscinas naturais, conta com quadras de vôlei, de futebol de areia, restaurante, lanchonete e estacionamento.

Sem Comentários