Raída foi mulher forte. Companheira de Silvino Jacques, um dos últimos voluntários do exército do Mato Grosso do Sul, aprendeu a lutar para defender o país na Guerra do Paraguai, a mando de Getúlio Vargas. A história, contada pela filha, Ramona Vieira de Souza, 67 anos, tem toque de aventura e romance. “Silvino roubou ela da mangueira, tirando leite de mangueira. Tinha uma festa na fazenda e ela arrumou a mala e fugiu com ele. Foi ele quem a ensinou a atirar. Assim, ela virou uma mulher considerada de alta periculosidade”, detalha. “A mulher que ele amou foi ela”, faz questão de frisar.

Não à toa foi homenageada, dando nome ao museu-personalizado da família e da cidade. Difícil separar a história dessas três gerações do crescimento da região. A ideia de recontar a história – e de resgatar a cultura – foi da neta de Raída, filha de Ramona e bisneta de Luiz da Costa Leite Falcão, fundador de Bonito, em Mato Grosso do Sul. (Saiba um pouquinho da história nesse post). Fernanda reuniu o material da família, fotos, objetos e foi juntando ali, na Casa da Memória, tudo que pode ser útil para fazer com que os visitantes mergulhem na história do município e da região.

2 Comentários
Fernanda
Postado em 08:41h, 26 outubroGratidão pela visita de vocês, minha mãe Ramona me contou toda feliz o quão especiais vocês foram aqui em nossa casa com ela. Um abraço enorme e muito obrigada por nos ajudar na luta pela história de um lugar tão lindo não só pelas belezas naturais mas também pela história de bonito.
Amabyle Sandri
Postado em 13:05h, 26 outubroFernanda, sua mãe é um amor! Quando vi o carinho e orgulho com que ela estava contando a história, tratei logo de pegar a câmera. Foi uma honra ouvir os detalhes contados por ela. Tiramos a sorte grande! Fiquei encantada de ouvir tudo de forma tão natural e foi como se, por alguns instantes, eu também fizesse parte daquilo tudo. Obrigada pela iniciativa de compartilhar essa riqueza com quem passa por aí! E parabéns pelo trabalho!!!